de olhares que voam alheios a realidades convencionadas, para poder trazer um outro ponto de vista, talvez.
domingo, 19 de janeiro de 2014
I'Ve.
moldáveis cores, linhas de caneta diferente. Bocas, aromas, sorrisos. Não o qual penso, leve com seu único desenho que viram formas para as mais diversas horas, cantos, entre as canções nunca cantadas por mim. Apenas ditas ou lidas e até mesmo lembradas na divagação dessa minha velha memória. Esse seu juntar de lábios que bambeiam o jeito de andar e estremecem meu corpo. Essa nuvem que veio pra esconder o sol, não o meu. Deixou só nos rastros as pontas de claridade, quase igual aquela que encontro em seus olhos. Naquele olhar branco e pequeno com as cores mudando se tornando grande onde se recitam desejos lê-se mentes. Entendo o silêncio de instantes, me faz procurar as palavras ao pé do ouvido, me deixa cair em sua nuca e me levando devagar, deslizando, quase parando em seu pescoço ao cheiro seu. Mais do que perfume, uma marca do seu eu. Me desmonta e remonta em seu colo. Torna aqui e faz meu corpo irrequieto.
No brando da porta do quarto onde ganham cores, os sons deslizando entre paredes, as taças se tocam na maior gentiliza onde são deixadas sob o chão gelado. Sobre olhares e corpos quentes o lençol caí bagunçado e suas mentes também, se perdem uma na outra.
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