quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Alma

Tudo que tá preso aqui, lá no fundo e que enrosca a garganta, esse jogo sujo que se chama silêncio onde brincamos de que tudo está bem; não. Não está.
    São noites como essa em que meu estado mental fica ainda pior querendo saber o quê se passa contigo, mas as verdades, qualquer uma delas nem que seja saber se você escreveu algo no caderno hoje. Tem dias que odeio todo mundo e eu mesmo, sinto dizer que até você não escapa. En outros nem sei o que pensar ou procurar em outras, queria te procurar e achar, te contar verdades e que não quero esconder nada se é que me entende e se é que me lê. Me vê, aqui, mas não hoje, deixa pra próxima noite que hoje não tô legal nem contigo e nem cá vida. Quero tanta coisa e uma delas ainda é você.

Mais uma noite vou dormir sem você, sem te conhecer de jeitos que não vi. Te espero em meus sonhos

domingo, 2 de novembro de 2014

Carry. You


          Uma hora, duas, três, quatro...Assim passou o dia, noite, tarde e manhã seguinte sem o copo de café, sem cigarros ou qualquer outra coisa que não fizesse parte dele mesmo. Dos sonhos não compartilhados; das(in)certezas que as manhãs trazem consigo ao não saber se os pingos mais detalhados de nuvens cinzas estão pra cair. Cair, cair junto as folhas secas desse outono, cair sobre corpos, teu corpo.
          Sobre o jeito, sem jeito completamente. Sem modos, nem sobre o porém onde cabe o realmente disso tudo. Isso tudo que se resolve no silêncio mais fraco e itinerante entre os dias. Até então respirava pelo teu nome, falava ao vento e não sabia como te responder; sabia que nos lugares não cabia mais e nem sabia onde ia. Até sabia, mas não era lá onde queria estar ou pertencia, sabia de tanta coisa e ao mesmo tempo nada.
           Sabia que o desejo de te contar estava sendo dominado pelo silêncio, sabia que estava desabando feito prédios e casas em meio ao terremoto; sabia que calado estava agoniado. Mas não sabia como contar, como transpor todo esse latim, os verbos, as palavras curtas ou longas junto meia-histórias copos-translúcidos. Agonizava...
...Quero apenas contar, falar, ter, não ter, correr, andar, responder, entender, criar, desenhar, escrever, diretamente pra ti. Apenas no meio dessas cartas distantes e sem perfume que talvez conseguia ter um minuto ou outro de verdade sobre tudo isso, onde espera que leia, entenda e não corra, não fuja. Das maiores maneiras de querer: molhar, ter e soprar, repousar em verdades ao silêncio de teus olhos em amanhecer sobre teu corpo; teus seios ou invertidos num abraço, em beijos sobre teu ombro, nuca, boca. Em qualquer parte de ti eu me perco e me acho ao ter e nunca ter, você.

You came to go, and I come to walk into your side, to see into your real eyes the colours of the Truth.