de olhares que voam alheios a realidades convencionadas, para poder trazer um outro ponto de vista, talvez.
sábado, 11 de janeiro de 2014
Geist.
Horas, nas horas que deixam de passar aqui ou longe, essa distância enche os olhos e encurta meu peito, seja ela dois passos de ti ou várias quadras do barulho de uma voz que ecoa em meu ouvido. Sabe, esses dias passei em alguma rua, segui o vento como se fosse o balançar de seus cabelos. Mas quem sabe amanhã eu não acabe achando as ruas certas ou o caminho pra casa. Posso acabar esbarrando em todas aquelas mulheres para quais contei todas mentiras e gastei as que cabiam em meu bolso. Até minha carteira escondia mentiras, mentiras, vivendo sobre elas e corpos. Corpos completamente comuns e nus. De Todas nada vale, vale uma camisa ali e um par de sapatos batidos de tanto andar pra te procurar no meio da noite gritando e caindo no meio da sujeira na rua, na cama, não minha. Nem pouco sua, dela(s) que inexistem. Gostos e prazeres nunca provados e lágrimas de dores com olhares paralelos ao nada, sem aquele ângulo simétrico ao seu. O pouco que me satisfaz além da nova garrafa ficando vazia e cheia de tudo. Agora eu danço no escuro, fecho meus olhos e tento me perder na luz cheio de sombras até não sobrar luz e me ponho a dormir na cama vazia sem bagunçar os lençóis. Desses sonhos quem vem me dizer apavorado com um nó maior do que eu falo, sinto ou até mesmo mastigo. As batidas já não cabem no peito de tão forte sobre mágoas. O pobre vivente já não fica bem, o Homem que não é igual, mas é só um homem que saí na noite contando mentiras igual essas.
De tudo que conto sobre os dez contos apenas dez mentiras que me sobraram junto com um par de invenções, das quais guardei pra passar o dia e tentar mudar de nome sobre o que não penso.
Quem sabe? A verdade. Eu, Ela. Saciando as palavras.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário