sábado, 1 de fevereiro de 2014

De ontem ao Hoje.


Te achar, no meio ou no fundo daquele olhar, no toque em seu ombro. Nos versos que dizes, que contas, que inspiram o brilho desses olhares ingênuos, desprovido de experiência quando se trata de ti. Cheio de ingenuidade quando chega até você, direito ou indireto, no meio de um simples virar de cabeças, de um leve olhar até o chão ao mais fino e claro fio de cabelo seu. Ver a sua face com aquele  sorriso  que não se esconde mais, que não teme mais  em aparecer, que se mostra  da melhor maneira possível.
       Cada pedaço,  pedaço do que eu tive e não consegui demonstrar  realmente o que sinto, mas no meio desse meu eu tolo, às vezes mais perdido dentro de mim em meio  aos sentimentos todos, querendo te contar de tudo um pouco dez vezes seguidas, até na maneira que eu atravessei o sinal.  Sabe, eu gosto me perder e afundar nas tuas palavras, nas meias palavras,  no teu toque de mão; como segura minha mão.
        Ainda prefiro os dias  frios, um  filme qualquer em meados  de uma tarde e meia indo pra nova noite de um dia daquele mês onde começa o frio, junho, como quero sentir o seu calor, calor apenas seu e ter uma coberta apenas para cobrir não só os corpos mas também o nosso calor. Ler, decifrar e modelar, criar, citar você. Esperar julho passar no  meio do seus braços,   achar agosto em seu cheiro, marcar data pra desmarcar  o tempo.  Olha sua meia-calça preferida ficando gasta e desfiada das minhas tentativas não tão bem sucedidas de tirá-la, ouvindo seus risos com toques de prazer, sua voz ficando ainda mais calma no meio do olhar que se encolhe entre nossos lábios se tocando.  Esquecer  alguns erros, perder outros na ponta da cama, secando as suas feridas. Ver o vento passar e nele  jogar lágrimas cheias de solidão.
          O som da  porta batendo e trazendo com ela o eco dos seus passos indo embora, e o meu copo quebrando. Não sei se foi o copo que pegou meus pedaços ou se eu juntei os cacos do copo, mas,  ainda prefiro o som da porta  batendo ao ver você chegar. Vendo o sol indo se deitar com algumas nuvens pra passar mais do que uma noite regada aos finos toques. Entre quem sou, o que eu quero é você. Acordar vento as folhas caindo, caindo em um abraço seu, com um beijo seu, em seu corpo coberto pelo meu entre os lençóis.

Em meio dos meus pensamentos eu te descubro ainda mais, penso sem querer pensar, faço do pensar ser você.

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