de olhares que voam alheios a realidades convencionadas, para poder trazer um outro ponto de vista, talvez.
sexta-feira, 16 de dezembro de 2016
terça-feira, 6 de dezembro de 2016
A realidade não precisa de mim...
Se eu soubesse que amanhã morria
E a primavera é depois de amanhã
Se eu soubesse que amanhã morria
E a primavera é depois de amanhã
Morreria contente, porque ela era depois de amanhã
Se esse é seu tempo, quando havia ela de vir
senão no seu tempo?
Se esse é seu tempo, quando havia ela de vir
senão no seu tempo?
A realidade não precisa de mim
A realidade não precisa de mim
A realidade não precisa de mim
A realidade não precisa de mim
Se eu soubesse que amanhã morria
E a primavera é depois de amanhã
Se eu soubesse que amanhã morria
E a primavera é depois de amanhã
Morreria contente, porque ela era depois de amanhã
Se esse é seu tempo, quando havia ela de vir
senão no seu tempo?
Se esse é seu tempo, quando havia ela de vir
senão no seu tempo?
Se esse é seu tempo, quando havia ela de vir
senão no seu tempo?
A realidade não precisa de mim
A realidade não precisa de mim
A realidade não precisa de mim
A realidade não precisa de mim
É melhor ser alegre que ser
Triste
Alegria é a melhor coisa que
Existe
É assim como a luz no coração
Põe um pouco de amor numa cadência
E vai ver que ninguém no mundo vence
O poder que tem um samba
Não, porque o samba é a tristeza que balança
E a tristeza tem sempre uma esperança
A tristeza tem sempre uma esperança
De um dia não ser tão triste
Não
Tão triste
Não
Fazer samba não é contar piada
E quem faz samba sim não é de nada
Um bom samba é uma forma de oração
Porque o samba nasceu lá na Bahia
E se hoje ele é branco
Se hoje ele é branco na poesia
Ele é preto demais no coração
No coração, no coração
No coração
Se eu soubesse que amanhã morria
E a primavera é depois de amanhã
Se eu soubesse que amanhã morria
E a primavera é depois de amanhã
Se eu soubesse que amanhã morria
E a primavera é depois de amanhã
(Morreria contente porque ela era depois de amanhã)
Se eu soubesse que amanhã morria
E a primavera é depois de amanhã
(Se esse é seu tempo, quando havia ela de vir
senão no seu tempo?)
Morreria contente porque ela era depois de amanhã
Se esse é seu tempo, quando havia ela de vir
senão no seu tempo?
A realidade não precisa de mim
A realidade não precisa de mim
A realidade não precisa de mim
A realidade não precisa de mim
A realidade, não precisa de mim
A realidade não precisa de mim
domingo, 30 de outubro de 2016
Grande Albert
O ser humano vivencia a si mesmo, seus pensamentos como algo separado do resto do universo numa espécie de ilusão de ótica de sua consciência. E essa ilusão é uma espécie de prisão que nos restringe a nossos desejos pessoais, conceitos e ao afeto por pessoas mais próximas. Nossa principal tarefa é a de nos livrarmos dessa prisão, ampliando o nosso círculo de compaixão, para que ele abranja todos os seres vivos e toda a natureza em sua beleza. Ninguém conseguirá alcançar completamente esse objetivo, mas lutar pela sua realização já é por si só parte de nossa liberação e o alicerce de nossa segurança interior.
Albert Einstein.
terça-feira, 25 de outubro de 2016
Jules
Ezequiel 25:17. O caminho do homem justo é rodeado por todos os lados pelas injustiças dos egoístas e pela tirania dos homens maus. Abençoado é aquele que, em nome da caridade e da boa vontade, pastoreia os fracos pelo vale da escuridão, pois ele é verdadeiramente o guardião de seu irmão e o salvador dos filhos perdidos.
terça-feira, 4 de outubro de 2016
Delírio
Só depois é que veio o delírio do verbo.
O delírio do verbo estava no começo, lá onde a criança diz: Eu escuto a cor dos passarinhos.
A criança não sabe que o verbo escutar não funciona para cor, mas para som.
Então se a criança muda a função de um verbo, ele delira.
E pois. Em poesia que é voz de poeta, que é a voz de fazer
nascimentos —
O verbo tem que pegar delírio.' Manoel de Barros
domingo, 25 de setembro de 2016
Tudo isso me aquieta. Tudo isso me sustenta!
"Quanto mais testo, penso e explico é que todo mundo é louco.
Todo mundo é louco. Eu, a senhora, o senhor. Todo mundo é louco.
é por isso que se carece muito de religiao. Pra desdoidar, pra desendoidecer. Reza é que cura da loucura, no geral. Muita religiao, seu moço.
Eu cá, não perco ocasião de religião. Aproveito de todas. Bebo água de tudo quanto é rio… Uma só, para mim é pouca, talvez não me chegue. Rezo cristão, católico, embrenho a certo; e aceito as preces de compadre meu Quelemém, e a doutrina dele é do Kardec. Mas, quando posso, vou no Mindubim, onde um Matias é crente metodista; a gente se acusa de pecador, lê alto a Bíblia, e ora, ora, cantando hinos belos deles. Tudo isso me aquieta. Tudo isso me sustenta!
quarta-feira, 10 de agosto de 2016
Instantes - Jorge Luís Borges
na próxima trataria de cometer mais erros.
Não tentaria ser tão perfeito,
relaxaria mais, seria mais tolo do que tenho sido.
Na verdade, bem poucas coisas levaria a sério.
Seria menos higiênico. Correria mais riscos,
viajaria mais, contemplaria mais entardeceres,
subiria mais montanhas, nadaria mais rios.
Iria a mais lugares onde nunca fui,
tomaria mais sorvetes e menos lentilha,
teria mais problemas reais e menos problemas imaginários.
Eu fui uma dessas pessoas que viveu sensata
e profundamente cada minuto de sua vida;
claro que tive momentos de alegria.
Mas se eu pudesse voltar a viver trataria somente
de ter bons momentos.
Porque se não sabem, disso é feita a vida, só de momentos;
não percam o agora.
Eu era um daqueles que nunca ia
a parte alguma sem um termômetro,
uma bolsa de água quente, um guarda-chuva e um pára-quedas e,
se voltasse a viver, viajaria mais leve.
Se eu pudesse voltar a viver,
começaria a andar descalço no começo da primavera
e continuaria assim até o fim do outono.
Daria mais voltas na minha rua,
contemplaria mais amanheceres e brincaria com mais crianças,
se tivesse outra vez uma vida pela frente.
Mas, já viram, tenho 85 anos e estou morrendo
terça-feira, 9 de agosto de 2016
Jacú
focam o desfoco
dos padrões aleatórios
em silhuetas
de um pôr notório
Do fluxo fixo
no meu mundo
ainda que não moribundo
seria tirano ao te maldizer
em suas falhas o puro te querer
mesmo que me sufoca
me aperta
me mata
me vive
me ganha
me gana
sim, me envolve
das memórias de que amanhã
não como hoje
são meu
coração aberto e entregue
sempre só
no seu grande borbulho
me adrenaline
me serotonina
Foco
Foco
no seu bloco
Loucura em forma
de sua ternura
em perceções
visão temulante
dos vulcões
coração amante
Gradientes
Dementes
de sentimentos ardentes
inquieta mente
corroem, doem, somem
sobem
somem
loucura
em forma
de tortura
amança
minha forma humana
sexta-feira, 5 de agosto de 2016
Há um dilema humano em vejo dois pontos muito antagônicos e vivos presentes que coabitam meu ser, um é que: com esforço e determinação pode-se tornar o que quiser ser ou muito disto pensando em grandes mudanças ou grandes metas, sempre lembro de super atletas que começaram não mais jovens, mas com outras questões cognitivas também se cabem mudanças imensas nos desempenhos; dois se resume em: Preguiça humana, eu até ia explicar.
segunda-feira, 4 de abril de 2016
Dica da Semana
"Quando você se cerca de pessoas que te inspiram e te impulsionam pra cima, você começa a jogar outro jogo"
Aquele chavão não é uma regra, mas sim um bom pensamento pra analisar seu círculo: ' você é a média das 5 pessoas com que mais convive'
sábado, 20 de fevereiro de 2016
Ao sabor do dialeto
de um amor completo
exposto num lugar discreto
sem que fique quieto
saudade te recordo
o afeto em cores deslumbrantes
de seu bato vermelho na quinta
sutilmente odiante
por vezes, seu olhar distante
não fica aqui, mas pelo menos me diz
da promessa de claridão, me diz mulher
- você não odeia isso!?
- os silêncios desconfortáveis...
- Por que nós sentimos que é necessário falar sobre um monte de besteira, a fim de estar confortável
confortável?
- Eu não sei. Esta é uma boa pergunta.
- Isso é quando você sabe que você encontrou alguém especial.
Quando você pode simplesmente calar a boca por um minuto e desfrutar confortavelmente o
silêncio com o outro.