segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Desespero.



              Porque sim.  Por que sim  o quê?  Nada. Só  não não  sei  o que tô fazendo pra  me  procurar por  aí,  pra  me achar  no nada,  muito menos  no meio desse tudo.  Talvez  seja  silêncio,  idiotice,  onde  existe  doçura  no meio de  alguma  insanidade?  Não sei,  não sei  se tudo  dói,  onde dói  ou nem sinto  o que conheço por dor,  dor.  Conheço  e  sinto  por linhas,  por partes  tremidas  no meio desse vazio,  pela  batida  na quina  do fogão. Às vezes  até  acordo com  umas.  Não sei  brincar, mas  brinco de existir, brinco de me esconder debaixo das  saias,  gosto de correr  sem ver  o horizonte  que passa em velocidade,  gosto de me ver no espelho e não  saber o que tô vendo, nem sei como eu sou,  imagine  por fora.  As  batidas  na calçadas, o barulho do tamanco, ou até  daquele  salto fino  do maior número.  Agora  imagine  as  corridas  pra  ganhar  da dor, às vezes pra ter a dor.  O salto fino te pisando e você olhando aquele espelho vazio, talvez isso seja  um pedaço de dor. Porquê me perco assim tão fácil, isso é simples, eu nunca me achei. Procurei até debaixo da cama,  olhei  lá fora, chamei pelo nome e não veio. Dizem que  tá pra chegar, algum dia eu apareço aí, batendo no portão ou  tocando a campainha, quem sabe um dia acerte o número da casa.  Porque não, sim. Sim, se eu me procuro  no recanto  de palavras  que não tem sentido fora da  minha cabeça, mas  que são agonizantes no meio da  noite,  e quando contadas  ali, como num livro aberto na página mais  importante, todas, todas as  dores passam assim tão de repente tô confortado.  Acordando  sabendo onde estou,  e quem sabe  mais próximo de saber o que sou, um tudo, do nada.  Ou o tudo de nada.
          

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

És.


Dentre as verdades  ditas
aquilo em que  fica, apenas meu amor
e os desejos, sobre o que somos
consiste em ser infinita a vontade de ver
a saudade serve para me dar
a absoluta certeza de que é você
no ritmo das sombras, vejo seu reflexo
diante a luz do luar, imagem  que consiste,
consiste em aparecer, se tornando uma
das melhores loucuras que minha mente
tornou a proporcionar, reflexos das verdades
que me levam até você.


Me inspira, respira esses sonhos
Suspire, inspire-se nesse seu eu.
Ao seu eu, um só eu.
Esperar-te-ei durante todas as longas noites.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Até quando?


        Estou eu aqui de volta em minhas tentativas inconstantes, e que por mais uma vez vou tentar manter o hábito, alguns amigos me cobraram, mas não é só isto, ainda é procurando pela minha conta, nos lugares que ocupo, que aqui estou.
        Não me lembro ao certo quanto tempo passou, mas é sempre tempo de muita vida, e  vou postar talvez coisas diferentes, de olhares diferentes sempre indo atrás do espirito dos olhos alados que não me deixa em paz.