segunda-feira, 14 de novembro de 2011

O Meu Eu Favorito (003/???)


De olhos grandes e tão pretos que a iris se confunde com a pupila, em panos impecavelmente descuidados, de unhas limpas, mas pés carcomidos, em um canto que o vento podia derrubar, sem super poderes.
Já era semana, mas para Cândido eram dias diferentes sem o por quê de sê-lo. Aquele dia de parque era apenas memória, mais viva do que tudo às suas mãos, era bom e ruim, sem poder definir. Com quantos dias isto pode se mudar? Nem com uma vida, aquele dia emanava mais do que se pode entender, por todos os pedaços de muito pouco de pouco muito, era segurança, que não se sabia quando podia tê-la novamente não era tão assim.
A muito custo as mãos de sua mãe, delicadas como outrora e sempre, tentavam divertir. Não como quem diz que é o que tem para hoje, mas sem muito ânimo, precisava de mais desafios.
As coisas começavam a ficar familiares, claro, não tinha muito o que entender, não muito mais do que 60M², estava na hora de mais.
Então mais pessoas, que batiam os olhos na mesma altura, lhe sorriam e chamavam mesmo sem saber seu nome. Elas corriam sem ligar para nenhum tropeço e nenhum ralado, sem entender nada era preciso de alguém que estivesse com ele, sim.
Marina, bem mais fina que ele, de olhos bem clarinhos, nariz arrebitado, sardinhas e cabelo preto, sem medo, ela iria estar com ele, como uma professora, como nunca. Ele se deixou, ele precisava, não podia evitar.
Então não pareceu um dia perdido.

domingo, 13 de novembro de 2011

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Show do Pearl Jam. Então:

Da para ativar a legenda

Eis um velho em uma prisão, novamente. E os rostos de seus familiares não mais tão familiares como antes. Seus pensamentos vem agressivos sem que ele possa impedir, e o máximo que ele pode fazer é tentar joga-los para longe.
Dramático, e melancólico, mas da ara imaginar uma cena, soltem a imaginação ai.
Hoje vou lá.

sábado, 5 de novembro de 2011

Tenta!


Certa vez fiz uma coisa mais ou menos assim: Escolha alguém que se anime fácil, ou alguém que você goste, escolha O ALGUÉM, coloque esta musica para tocar e olhe para ela, principalmente para os olhos, dance, sorria, fite ela. Mas só uma coisa acima de tudo: tente não falar nada durante a musica. É uma experiencia mágica, posso te garantir.
TENTA!
Musica original é do Arnaldo Antunes

Entre vistas


Pessoas são difíceis, relacionamentos podem ser muito complicados, e a vida é exigente. Mas isso tudo é coisa que não se compra com dinheiro. Não dá nem pra parcelar.
Será que realmente são necessárias mais horas no dia, ou será que nos falta um pouco mais de coragem para viver?
Estive eu mesmo pensando junto do Lucas Zanolla, as horas do dia seriam mais legais se fizermos entrevistas.
Não, nada de parar ninguém na rua, nada que tome tempo de ninguém, mas vamos ver bem o que significa a paravra 'entrevista', primeiro separe: ENTRE VISTA's'. Olha só, entre duas vistas se tem um olhar olho no olho, seria aquele olhar reciproco sem intenções muito grandes, na verdade bem simples, penso eu, um sorriso na rua, assim a gente pode, digamos que conhecer um tiquinho de cada. Vão existem olhares bravos que retribuem com uma cara franzida, neste caso eu dou risada, sinceramente como pode alguém negar um sorriso sincero? Existem os distraídos, não há muito o que fazer se ele não correr seu rosto, nada de mal educação, talvez cansaço, não sei... Ah mas aqueles que retribuem são tão bons, não importa gênero, não importa a dentadura, não importa a espinha no canto da boca, não importa nada, foi um sorriso terno. Serviu.
Mas ai, não sei bem, não da para julgar ninguém as vezes é um dia ruim, mesmo assim você pode tentar.
Como diria W. Shakespeare "Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar se não fosse o medo de tentar"

PS: Para mim as fotos são os recheios do post. Você gosta? Esta foto aqui é no Lago Negro em Gramado-RS, a chapa foi batida por Lucas Zanolla.
Obrigado meus caros!

O Meu Eu Favorito (002/???)


Fez calor, e daí? Depois faz frio.... Aqui vai ser assim, já sei.
Por mais instável que possa parecer era um lugar novo, de novo, diferente do de algumas noites atrás, porém já durava mais que o outro, não era tão barulhento, nem tão aconchegante, um tanto quanto bagunçado, mas ainda não dava para chamar de lar, podia se ver algum verde da janela mas ainda não parecia familiar. Mudanças são difíceis, mas já tinha melhorado muito.
Depois de um tempo algumas estratégias já eram parte do corpo, este que era de uma aparência frágil, só a aparência, não havia espaço para ser diferente.
As mãos que cuidavam do pequeno não eram mais só duas, o outro par tinha chegado em tempo... Hmm, quer dizer... tempo de que?
Ah sim, ele o deixava pra cima, não!? Assim, depois de alguns dias incertos enfim um sorriso bem largo e que por mais que tentasse não conseguiria evitar, bom, ele não precisava evitar, tinha mais é que mostrar bem, sem ligar para o pesar de seus dentes não tão certos, não tão limpos de ingenuidade não de descaso.
Se tinha tanto sentido que não se evitava nem a mais boba risada da mais boba coisa, afinal sair de casa naquela companhia fazia que nenhuma casa sem sentido fizesse diferença, podia ser para qualquer lugar o que importava era o par. Para Cândido em nenhum momento daqueles o sentimento de que algo era impossível passava por ele, pelo contrário eles podiam tudo.
Aquele céu tão cinza que não desistia de forjar um azul estava prestes a ser trocado por um breu, que até este não era com o de antigamente. Mesmo assim foi um dia perfeito.

Fotografia de: Erika F. Floriano