segunda-feira, 27 de julho de 2015

Silêncio


    Já não mais sabia o que fazer depois de assistir um filme qualquer que me lembrara você. É começo de mais uma madrugada, não tão fria, e pouco agradável. Lembrei que você odeia telefonemas, e talvez ainda tenha alguns minutos durante um dia normal que não é normal pra ninguém.
    Voltei a me perder, as coisas não estão nem próximas do que eu espero. Vida seguindo e eu ainda não sei nem o plano em qual vivo, qual (te) sigo. As coisas pioraram de um tempo pra cá, faz umas duas semanas, um pouco mais...O mês tá pesado, as coisas já não funcionam mais, aquele trabalho em outra cidade não era nada do que eu esperava, ele veio e apareceu como uma luva, mas no fim acabei levando um tapa da mesma luva que vestia minha mão. Ultimamente me sinto perdido, e não sei se isso é só culpa minha. As coisas pareciam se ajeitar de uma maneira excelente, mas... Já não sei mais o que anda acontecendo com o que chamam de destino.
    Bem, mas te escrevo pra contar o real motivo de eu estar aqui, já não sei se ainda posso chamar de saudade ou falta, ambas são parecidas, fazem estragos e continuam criando vazios que não podem ser preenchidos. Falta de falar, de nos comunicarmos, mandar um sinal de fumaça, de dizer que ainda existe, de não ter medo, se expressar, realmente conversar sobre coisas boas. Sim, por mais que o tempo passe e essa distância cresça de um modo que eu não queira, é bom e diferente saber como tá tua vida. Você ainda faz parte da minha atenção.  Faz falta em meus desejos, até mesmo nos meus sonhos, ou de saber como você tá, se mudou o cabelo, fez um dos rabiscos que queria na pele.
    A melhor forma de descrever o corpo é aquela em que não se pode ter ou tocar até então:  "Das diferentes 40 formas ou maneiras que existem de significados em diferentes línguas... 
A ampla visão que temos da predominância do corpo pode ser dita e reescrita em todas as línguas de um modo artístico com a força da palavra. Estando ele nu, na melhor forma de beleza, onde todas as curvas são maiores que a de um rio, em sua ampla tonalidade suave de cores, toda percepção do toque que aqui se estende no querer, é bom sentir enquanto respira devagar..."  Talvez ainda nos encontramos em uma das várias cidades que queríamos conhecer em algum dia desses. Até lá prometo melhorar meu falso alemão, e no outro idioma qual você pratica. E até lá, enquanto lê não deixe o café esfriar.

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