domingo, 2 de novembro de 2014

Carry. You


          Uma hora, duas, três, quatro...Assim passou o dia, noite, tarde e manhã seguinte sem o copo de café, sem cigarros ou qualquer outra coisa que não fizesse parte dele mesmo. Dos sonhos não compartilhados; das(in)certezas que as manhãs trazem consigo ao não saber se os pingos mais detalhados de nuvens cinzas estão pra cair. Cair, cair junto as folhas secas desse outono, cair sobre corpos, teu corpo.
          Sobre o jeito, sem jeito completamente. Sem modos, nem sobre o porém onde cabe o realmente disso tudo. Isso tudo que se resolve no silêncio mais fraco e itinerante entre os dias. Até então respirava pelo teu nome, falava ao vento e não sabia como te responder; sabia que nos lugares não cabia mais e nem sabia onde ia. Até sabia, mas não era lá onde queria estar ou pertencia, sabia de tanta coisa e ao mesmo tempo nada.
           Sabia que o desejo de te contar estava sendo dominado pelo silêncio, sabia que estava desabando feito prédios e casas em meio ao terremoto; sabia que calado estava agoniado. Mas não sabia como contar, como transpor todo esse latim, os verbos, as palavras curtas ou longas junto meia-histórias copos-translúcidos. Agonizava...
...Quero apenas contar, falar, ter, não ter, correr, andar, responder, entender, criar, desenhar, escrever, diretamente pra ti. Apenas no meio dessas cartas distantes e sem perfume que talvez conseguia ter um minuto ou outro de verdade sobre tudo isso, onde espera que leia, entenda e não corra, não fuja. Das maiores maneiras de querer: molhar, ter e soprar, repousar em verdades ao silêncio de teus olhos em amanhecer sobre teu corpo; teus seios ou invertidos num abraço, em beijos sobre teu ombro, nuca, boca. Em qualquer parte de ti eu me perco e me acho ao ter e nunca ter, você.

You came to go, and I come to walk into your side, to see into your real eyes the colours of the Truth.

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