de olhares que voam alheios a realidades convencionadas, para poder trazer um outro ponto de vista, talvez.
quarta-feira, 29 de outubro de 2014
Hey there, call me Lie.
Já passava da meia noite e um ponto, um ponto foi sua pontuação máxima enquanto olhava o céu já mais do que negro com (in)finitos pontos roxos, brancos entre outros brilhantes baratos chamados de estrelas. Não sabia no que pensar, até então pensar no nada sobre o nada, ou o nada acima do nada. Bem, variadamente seus dedos ficaram lá com pequenas marcas amarelas ou queimadas durante o sol transparecer nesse novo horário de verão, onde o dia já não raiava tão cedo. No escuro já via riscos cortantes luminosos sobre o céu. Passara uma, duas, até três carteiras de cigarro de uma marca qualquer mas não tão barata em seu bolso, boca, dedos. No afim de um cigarro se pegou pensando desenhado em uma das diferentes fumaças que lhe contavam histórias conforme iriam se queimando em tal boca. A primeira dançava sobre ele e era uma de suas novas maravilhas, podia até ser chamado de manequim que por fim foi apagado pelo vento e batido pela mão. O queimar já deslizava entre dedos, dedos não mais entrelaçados e levados há dois.
Das noites mal dormidas com pesadelos corrompidos sobre estranhos e problemas vindo de todos os lados se dispôs em recorrer aos remédios, esses não carregavam nem nomes ou sobrenomes, apenas tarjas...Tal forma o deixou ali, tornando o vício mais forte, as mentiras maiores, as personalidades sem fim começaram a ganhar forma, invenções e transposições a cada nova pessoa com quem conversava. Para uma tinha um nome, fazia aquilo e ali em tal dia. Para outra os diversos cafés eram simples demais e os abraços secos; vazios. Para todas da semana não lembrava nem o primeiro nome, nem sabia como havia começado algo que não podia parar ou terminar. Mas era bom, é bom. O limite da mentira e suas formas de saber no que começar, no que prender e quem ser. As diferenças mudanças no verbo, no futuro e no passado faladas ali, mas eram apenas invenções. São novos instrumentos de várias tonalidades ou algumas "persona"; do vou ou não vou, sou onde sou e quando quero. A única coisa qual tenho o controle e sei que é mentira é a mesma, pois não sei o fim. Em meio as divagações os cigarros se queimam, os dedos criam novos sentidos e tem novas cores. Em um pequeno cilindro que veste branco e se transforma em cinza onde é devorado pelo vermelho não mais de seu vestido e termina na beira de qualquer esquina me pego pensando: a beleza de te ver cruzar uma esquina, de te admirar, de não saber quem você é, de toda curiosidade envolta em mentiras até conhecer a verdade e tudo cair, tudo começar. Nos jogos de qualquer um fico apenas esperando esse calor acabar, preferindo aqui o frio com meus nomes acabando em tragadas que roçam a garganta.
*Em um pequeno cilindro que veste branco se transforma em cinza onde é devorado pelo vermelho não mais de seu vestido e termina...
...Poderia, é, sim, é do teu vestido, do teu palpite. Do teu corpo, do teu lado mais escuro que não termina, dos dedos que se entrelaçam sem saber ou ver. Das roupas novas, velhas, surradas ou batidas. Das vezes sem roupas qual nunca vi, da tua forma branca levemente avermelhada da tuas bochechas ou de tua falta de ar entre corpos cheios de nó's. Das tuas bagunças sentimentais;corporais;usuais;da cama não arrumada ou da tua pele rosada. Das curvas vistas de cada ângulo melhor do que um fotógrafo. Da curiosidade onde o nunca faz parte d'alma. Faz parte do querer saber, esse saber divido a vida, ar que me falta em cada pulmão por falta de você, desse branco que me coça a garganta de saber que não vem.*
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