
Hoje começa a série sobre O Meu Eu Favorito, espero que gostem, viagem, sugiram, comentem. Será um voo sem pista de pouso definida, mas com pelo menos o ideal de curtir-lo.
Assim foi, assim é, assim será, Cândido garoto dono de uma timidez criminalmente vulgar.
Ele será visto aqui mais vezes, passeando, em cada rosto em cada gesto e em cada memória...
Desde nunca Cândido diante seus olhos houvera visto tanta coisa de uma só vez, ele tinha só dez, e mal podia ouvir de onde vinha cada som. Aquele céu de nuvens laranjas e fundo azul pálido não podiam se encaixar pior ao chão cinza sujo de óleo, borracha e vidas vagas. Vivido apenas de seu cantinho aquilo era demais para ele, então, só precisava de calma, para com ele mesmo tentar inventar alguma história que fizesse tudo aquilo fazer algum sentido, mas de vez em quando isto fugia de suas mãos.
Depois desta explosão de informações, algum sinal de uma possível tranquilidade apareceu, um toque morno em seus ombros, das mãos de uma mulher , que com alguma preocupação na voz dizia 'vamos filho', assim, antes que pudesse ser dita mais alguma coisa seus passinhos rápidos e curtos se apressavam para acompanha-la.
Foi feito todo o ritual que antecede mais uma noite, a qual sempre fora sinônimo de calmaria, porém não mais, era estranho e inseguro, mesmo de cortinas fechadas havia luz, mesmo de janela fechada havia barulho de coisas que ao menos sabia o nome. Entre seu medo e a sua incerteza não havia espaço para mais nada. Ah, quanta angústia...
Sem nenhum aviso em tom de melodia como era costume, foi tão seco aquele acordar de um sono de olhos molhados, mesmo assim não tinha opção seu nome era chamado, em um som que não dava o direito de hesitar a intenção.
Era seu primeiro nascer de dia lá, 'lá se sabe onde', sem o direito de nega-lo, mesmo que intimidado, aos poucos perceberia que devia mergulhar de cabeça para não se afogar.
Parabéns Lucaas!! Vou esperar a continuação!
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